segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Menina bonita do laço de fita...


sexta-feira, 19 de agosto de 2011



iau, Miau, vou passear no quintal,
disse Boris, o gatinho.
        Andou, correu, subiu, desceu e "tibum", tropeçou.
             Caiu na lata de óleo
e saiu melado igual a pinto pelado.
    u, au, fez o cachorro. Não conheço você, não.

    




uá, quá, disse o pato. Boris você não é, não.

          urrupaco, papaco, papaco. 
Sai senão te empaco, disse o papagaio.

                oris ficou muito triste. Seus amigos não o conheciam mais e ninguém
queria brincar com ele.

         
Aí mamãe gata chegou.
- Boris, meu filho, por que você está tão triste?
ocê me conhece, mamãe?,
perguntou Boris.
                 - Claro, meu filho! Mesmo vermelho de tomate, verde igual a abacate, amarelo como marmelo, eu conheço sempre você, Boris querido.



O burro e o cachorrinho

Um homem tinha um burro e um cachorrinho. O cachorro era muito bem cuidado por seu dono, que brincava com ele, deixava que dormisse no seu colo e sempre que saía para um jantar voltava trazendo alguma coisa boa para ele. O burro também era muito bem cuidado por seu dono. Tinha um estábulo confortável, ganhava muito feno e muita aveia, mas em compensação tinha que trabalhar no moinho moendo trigo e carregar cargas pesadas do campo para o paiol. Sempre pensava na vida boa do cachorrinho, que só se divertia e não era obrigado a fazer nada, o burro se chateava com a trabalheira que ficava por conta dele.
"Quem sabe se eu fizer tudo o que o cachorro faz nosso dono me trata do mesmo jeito?", pensou ele.
Pensou e fez. Um belo dia soltou-se do estábulo e entrou na casa do dono saltitando como tinha visto o cachorro fazer. Só que, como era um animal grande e atrapalhado, acabou derrubando a mesa e quebrando a louça toda. Quando tentou pular para o colo do dono, os empregados acharam que ele estava querendo matar o patrão e começaram a bater nele com varas até ele fugir da casa correndo. Mais tarde, todo dolorido em seu estábulo, o burro pensava: "Pronto, me dei mal. Mas bem que eu merecia. Por que não fiquei contente com o que eu sou em vez de tentar copiar as palhaçadas daquele cachorrinho?"
Moral: É burrice tentar ser uma coisa que não se é.

As árvores e o machado

Um lenhador foi até a floresta pedir às árvores que lhe dessem um cabo para seu machado. As árvores acharam que não custava nada atender ao pedido do lenhador e na mesma hora resolveram fazer o que ele queria. Ficou decidido que o freixo, que era uma árvore comum e modesta, daria o que era necessário. Mas, assim que recebeu o que tinha pedido, o lenhador começou a atacar com seu machado tudo o que encontrava pela frente na floresta, derrubando as mais belas árvores. O carvalho, que só se deu conta da tragédia quando já era tarde demais para fazer alguma coisa, cochichou para o cedro:
- Foi um erro atender ao primeiro pedido que ele fez. Por que fomos sacrificar nosso humilde vizinho? Se não tivéssemos feito isso, quem sabe viveríamos muitos e muitos anos!
Moral: Quem trai os amigos pode estar cavando a própria cova.
Do livro: Fábulas de Esopo - Companhia das Letrinhas

A rosa e a borboleta

Uma vez uma borboleta se apaixonou por uma linda rosa. A rosa ficou comovida, pois o pó das asas da borboleta formava um maravilhoso desenho em ouro e prata. Assim, quando a borboleta se aproximou voando da rosa e disse que a amava, a rosa ficou coradinha e aceitou o namoro. Depois de um longo noivado e muitas promessas de fidelidade, a borboleta deixou sua amada rosa. Mas ó desgraça! A borboleta só voltou muito tempo depois.
    - É isso que você chama fidelidade? – choramingou a rosa. – Faz séculos que você partiu, e além disso você passa o tempo de namoro com todos os tipos de flores. Vi quando você beijou dona Gerânio, vi quando você deu voltinhas na dona Margarida até que dona Abelha chegou e expulsou você... Pena que ela não lhe deu uma boa ferroada!
    - Fidelidade!? – riu a borboleta. – Assim que me afastei, vi o senhor Vento beijando você. Depois você deu o maior escândalo com o senhor Zangão e ficou dando trela para todo besourinho que passava por aqui. E ainda vem me falar em fidelidade!
Moral: Não espere fidelidade dos outros se não for fiel também.

A gralha vaidosa

Júpiter deu a notícia de que pretendia escolher um rei para os pássaros e marcou uma data para que todos eles comparecessem diante de seu trono. O mais bonito seria declarado rei.
Querendo arrumar-se o melhor possível, os pássaro foram tomar banho e alisar as penas às margens de um arroio. A gralha também estava lá no meio dos outros, só que tinha certeza de que nunca ia ser a escolhida, porque suas penas eram muito feias.
"Vamos ter que dar um jeito", pensou ela.
Depois que os outros pássaros foram embora, muitas penas ficaram caídas pelo chão; a gralha recolheu as mais bonitas e prendeu em volta do corpo. O resultado foi deslumbrante: nenhum pássaro era mais vistoso que ela. Quando o dia marcado chegou, os pássaros se reuniram diante do trono de Júpiter; Júpiter examinou todo mundo e escolheu a gralha par rei. Já ia fazer a declaração oficial quando todos os outros pássaros avançaram para o futuro rei e arrancaram suas penas falsa uma a uma, mostrando a gralha exatamente como ela era.
Moral: Belas penas não fazem belos pássaros.

A reunião geral dos ratos

 
Uma vez os ratos, que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma reunião para encontrar um jeito de acabar com aquele eterno transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No fim um rato jovem levantou-se e deu a idéia de pendurar uma sineta no pescoço do gato; assim, sempre que o gato chegasse perto eles ouviriam a sineta e poderiam fugir correndo. Todo mundo bateu palmas: o problema estava resolvido. Vendo aquilo, um rato velho que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto. O rato falou que o plano era muito inteligente, que com toda certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim. Só faltava uma coisa: quem ia pendurar a sineta no pescoço do gato?
Moral: Inventar é uma coisa, fazer é outra.

A Ovelha Negra

Era uma vez uma ovelhinha diferente das suas irmãs de rebanho: era negra. Por isso, era desprezada e sofria todo tipo de maus tratos. As outras lhe davam mordidas, patadas; procuravam colocá-la em último lugar no rebanho. Quando estavam num prado pastando, o rebanho inteiro tentava não deixar que a ovelhinha negra provasse uma ervazinha sequer. Dessa forma, sua existência era horrível.
Farta de tanto desprezo, a ovelhinha negra afastou-se do rebanho. Durante muito tempo vagou sem rumo pelo bosque. Quando anoiteceu, exausta, a ovelhinha deitou-se, sem perceber, em um monte de farinha, onde dormiu.
Ao raiar o dia, acordou e viu, cheia de surpresa, que se havia transformado em uma ovelha muito branca, imaculada. Voltou então ao seu rebanho, onde foi muito bem recebida e proclamada rainha, pela sua bela aparência.
Naquela ocasião, estava sendo anunciada a visita do príncipe dos cordeiros, que vinha em busca de uma esposa.
O príncipe foi recebido no rebanho com grandes honras. Enquanto ele observava as ovelhas que formavam o rebanho, desabou uma violenta tempestade. A chuva dissolveu a farinha que cobria o pêlo negro de nossa ovelhinha, e ela recuperou sua cor natural.
Quando a viu, o príncipe resolveu que seria a escolhida. As outras ovelhas perguntaram por quê.
- É diferente das outras. E isso, para mim, é suficiente.
Assim, a ovelhinha negra tornou-se princesa e teve, finalmente, o destino justo que merecia.
 

A Borboleta Orgulhosa

A borboletinha era uma beleza, mas achava-se uma beldade. Devia, pelo menos, ser tratada como a rainha das borboletas, para que se sentisse satisfeita. Quanta vaidade, meu Deus!
Não tinha amigos, pois qualquer mariposa que se aproximasse dela era alvo de risinhos e de desprezo.
- Que está fazendo em minha presença, criatura? Não vê que sou mais bela e elegante do que você? costuma ela dizer, fazendo-se de muito importante.
Nem os seus familiares escapavam. Mantinha à distância os seus próprios pais e irmãos, como se ela não houvesse nascido naturalmente, mas tivesse sido enviada diretamente do céu. Tratava-os com enorme frieza, como quem faz um favor, quando não há outro remédio.
- Sim, você é formosa, borboletinha, mas não sabe usar essa qualidade como deveria. Isso vai destruí-la! previniu-a solenemente um sábio do bosque.
A borboletinha não deu muita importância às palavras do sábio. Mas uma leve inquietação aninhou-se em seu coração. Respeitava aquele sábio e temia que ele tivesse razão. Mas logo esqueceu esses pensamentos e continuou sua atitude habitual.
Um dia, a profecia do sábio cumpriu-se. Um rapazinho esperto surpreendeu-a sozinha voando pelo bosque. Achou-a magnífica e com sua rede apoderou-se dela. Como é triste ver a borboletinha vaidosa atravessada por um alfinete, fazendo parte da coleção do rapaz!
Cada um tem aquilo que merece. Não adianta pôr a culpa de nossos erros nos outros, no destino, em Deus ou na má sorte. Cada um é responsável pelo seu próprio sucesso ou fracasso.

Fábula - A sabe tudo.

A "Sabe-Tudo"

Sabe-tudo era o apelido pelo qual todos os habitantes do bosque conheciam a tartaruga. Quem tivesse algum problema a resolver ou dúvida para esclarecer era só ir à casinha da Sabe-tudo, para ver seu caso resolvido.
Para dizer a verdade, a tartaruga passava as suas horas livres consultando livros e enciclopédias. Interessava-se por todos os temas existentes e por existir. Que curiosidade insaciável tinha ela!
- Desculpe-me, tartaruga, mas eu estava interessada em conhecer a ilha de Ceilão e... Diz timidamente a raposa.
- ... E não consegue encontrar a resposta, não é verdade? Bem, não se preocupe que já lhe explico, querida amiga, responde a tartaruga, com sua tradicional amabilidade. Vejamos. A ilha de Ceilão está situada no Oceano Índico, ao sul da Península Indostânica ou da atual Índia. Esclarecida a dúvida?
- Oh, obrigada, obrigada, Sabe... Quer dizer, amiga tartaruga! Responde embaraçada a raposa.
A Sabe-tudo sorri compreensiva. É claro que conhece a alcunha que os seus vizinhos lhe puseram. Isso não a incomoda, pois adivinha o sentimento de admiração que se esconde por trás dela.
Os anos passam e os conhecimentos da tartaruga tornam-se imensos, a tal ponto que ela começa a tornar-se exigente e crítica com os seus vizinhos. Com mania de perfeição, torna insuportável a vida dos outros. De uma amiga brilhante e admirada por todos converte-se em uma criatura amarga e insatisfeita que, além disso, recebe a hostilidade de quem a rodeia.
A modéstia é uma virtude muito necessária, sobretudo para aqueles superdotados, que se destacam pelo seu próprio brilho. Sem a modéstia, o conhecimento é inútil, pois não será repartido com os outros que o têm em menor quantidade.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Jogo Literário

http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/jogo-literatura-582623.shtml

Vamos jogar o jogo Literário?
Clique e jogue direto do site da revista Nova Escola da editora Abril.
Boa sorte amiguinhos... 

Por que ler os clássicos?


Por que ler os clássicos

Os grandes textos da escrita universal permitem ao leitor descobrir mais sobre a alma, o mundo e os recursos estilísticos da língua.


Só as obras bem escritas passam para a posteridade, tornam-se fonte de conhecimento - e não apenas de entretenimento - e, enfim, podem ser chamadas de clássicos. Seus autores são verdadeiros artistas. Eles conseguem organizar bem seus pensamentos, esculpem a língua com cuidado e estilo e põem em foco os principais conflitos da existência humana. Assim, ao experimentar as emoções de diversos personagens consagrados, o leitor busca respostas para a própria vida, compreende melhor o mundo e se torna um escritor mais criativo.

"Já que não podemos entrar em uma máquina do tempo e conhecer o cotidiano da Grécia Antiga ou a realidade do século 18, ler é a melhor maneira de nos transportar para outros universos, tempos e espaços", diz a escritora Ana Maria Machado. "Todo leitor é, quando está lendo, um leitor de si mesmo", disse Marcel Proust (1871-1922), um dos maiores escritores franceses, autor da obra-prima Em Busca do Tempo Perdido. Isso acontece quando os personagens retratados servem de inspiração e reflexão para leitores de qualquer época e lugar.

E como trabalhar com esses livros? Em que fase os estudantes estão preparados para esse tipo de leitura? É um equívoco explorar apenas títulos que o grau de autonomia da turma permite compreender sem dificuldade. Um projeto de leitura comprometido com a formação de leitores apresenta, além de títulos que podem ser lidos com fluência, uma cuidadosa seleção que rompa com seu universo de expectativas. Um clássico pode ser retomado em diferentes etapas do processo de aprendizagem. Quanto mais velhos forem os alunos, maior o aprofundamento da análise da obra.

As adaptações literárias

Uma das estratégias para aproximar os estudantes desse tipo de literatura é a leitura de adaptações. Nem todos os especialistas recomendam sua utilização, já que a obra é modificada no tamanho e nos recursos lingüísticos. Muitas vezes apenas o enredo permanece. A consultora Maria José Nóbrega defende a utilização dessas publicações, apesar de reconhecer que elas mutilam o texto. "É uma forma de se aproximar da obra, do enredo e da mensagem que o autor quis passar. Mas nenhum professor deve se contentar apenas com isso."

Considere também as adaptações de obras literárias produzidas para cinema, teatro e TV como atalhos de acesso ao original. Você já reparou como elas despertam a curiosidade pelo livro?

Em qualquer caso, os alunos precisam ter contato com o texto original, nem que seja apenas com trechos. Sugira um exercício de comparação. Peça a eles que confrontem passagens importantes de uma obra original e da adaptada. Veja no exemplo abaixo como um trecho de Alice no País das Maravilhas é resumido na adaptação e como a linguagem fica mais coloquial.

Tradução do original
"Isso nada tinha de extraordinário; nem Alice achou muito fora do normal ouvir o Coelho dizer consigo mesmo - Meu Deus, Meu Deus! Vou chegar atrasado! Quando o Coelho tirou um relógio do bolso do colete, olhou-o e saiu apressado. Alice se levantou, porque pelo espírito correu-lhe que antes nunca vira um coelho de colete nem de relógio no bolso, e ardendo de curiosidade saiu pelo campo atrás dele..."
Oliveira Ribeiro Netto, do original de Lewis Carroll / Ed. do Brasil, s/data, pág. 9, cap. 1 / Na Toca do Coelho
Adaptação

Alice não estranhou muito, mas se impressionou bastante quando o coelho, ofegante, tirou do bolso um relógio e olhou a hora, espantado.

"Que coelho mais engraçado! De relógio, é demais!", Alice pensou, e correu atrás.
Nílson José Machado / Ed. Scipione, 2002, pág. 4, cap. 1 / A Queda na Toca do Coelho Branco
Escolha a adaptação

• Verifique quem é o adaptador. Há diversos escritores de renome que se dedicam ou se dedicaram a esse trabalho, como Ana Maria Machado, Carlos Heitor Cony, Clarice Lispector, Monteiro Lobato, Orígenes Lessa e Tatiana Belinky.

• Leia cada linha do livro e compare com o original se o adaptador não for conhecido. Confira se ele foi fiel ao enredo da história, no caso de prosa. Não há como justificar uma edição de Chapeuzinho Vermelho em que o lobo não devora a vovó.

• Observe se foram preservados recursos estilísticos, como metáforas e ironias. Não faz sentido, por exemplo, ler Honoré de Balzac, famoso escritor francês do século 19, na linguagem coloquial.

• Veja se o texto tem fluência e se é bem escrito. Há adaptações que parecem resumo de novela. Como são muito fragmentadas, acabam não envolvendo o leitor.

• Baseie-se nas listas de livros recomendados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil e nos indicados de alguns prêmios de literatura nacional, como o Jabuti.
Na sala de aula
O tema e os recursos de linguagem empregados em uma obra clássica podem determinar a maior ou menor dificuldade de leitura. A familiaridade que o leitor tem com o assunto de um livro pode ser um atrativo. Veja o exemplo: A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, escrito em 1843, trata das aventuras amorosas de um grupo de amigos de férias em Paquetá, no Rio de Janeiro. Apesar de a linguagem ser do século retrasado, o tema não o é. Ainda hoje, amores, desejos e viagens são assuntos que interessam aos jovens.

Pergunte à turma como eram os namoros 150 anos atrás. Quais os assuntos tratados em uma roda de amigos na faixa dos 20 anos? Fique atento. Apesar de o tema ser familiar, outros pontos da trama podem não fazer parte do repertório da classe, como o papel do homem e da mulher na sociedade da época, a economia, a política e a cultura locais. Nesse caso, trabalhe em conjunto com professores de História e Geografia. Analise a maneira como a história foi escrita, se há um narrador, se o autor utiliza metáforas e ironias. Muitas vezes a criança ainda desconhece o valor desses recursos. Veja também se as palavras empregadas fazem parte do universo da turma. Muitas delas podem ser desconhecidas, pois o livro foi escrito há bastante tempo. Esses pontos são os principais obstáculos da leitura. "O melhor de um livro é a maneira como a história é contada. Caso contrário, não haveria diferença entre a história de amor de uma telenovela, como Mulheres Apaixonadas, da Rede Globo, e Romeu e Julieta, de William Shakespeare", explica Ana Maria Machado.
Entrevista  Ana Maria Machado
Ela é uma das mais importantes escritoras do país. Já publicou 110 livros, a maioria para crianças, e no ano passado lançou mais um: Como e Por Que Ler os Clássicos Universais Desde Cedo. Também já foi professora e conhece bem as necessidades e dificuldades ao trabalhar com os textos universais.

Qual o primeiro passo que um professor sem intimidade com os clássicos deve dar? Ao se propor a trabalhar com literatura, é fundamental que ele conheça essas obras. Deve ao menos ter lido uns três títulos na vida. Caso contrário, é como ensinar a nadar sem nunca ter entrado na água.

Como deve ser a mediação entre o aluno e as histórias universais? O professor deve demonstrar paixão pela leitura. Se ele gosta de ler, deve ser deslumbrado. Pode, por exemplo, chegar à sala de aula dizendo: "Olhem, existe no mundo uma coisa maravilhosa, que são as histórias. Mas é difícil descobrir sozinho o quanto é bom conhecer esses textos. Por isso, quero compartilhar com vocês um deles, que fala sobre um menino que não podia crescer, o Peter Pan". Ensinar a ler clássicos é uma iniciação afetiva.

Que pecados não podem ser cometidos em uma atividade de leitura?Primeiro, obrigar a criança ou o jovem a ler. A leitura deve ser encarada como uma paixão, e isso não acontece durante uma tarefa obrigatória. Segundo, avaliar a leitura por meio de perguntas óbvias, cujas respostas podem ser encontradas em qualquer resumo. A avaliação deve verificar se o estudante teve contato com o texto indicado e dar espaço para ele dizer se gostou ou não. Por isso uma boa prova pode ser feita com consulta.
Os imperdíveis, segundo a escritora
Para leitores de 1ª a 4ª sérieQualquer livro de Monteiro Lobato, Contos dos Irmãos Grimm (Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida e outros), Peter Pan, de James Mattew Barrie, As Aventuras do Ursinho Puff, de A. A. Milne, e Odisséia, de Homero.

Para leitores de 5ª a 8ª sérieRobinson Crusoé, de Daniel Defoe, Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson, O Rei Artur e a Távola Redonda, de autor desconhecido, Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, Robin Hood, de Neil Philip, e Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes.
Um ótimo trampolim

Desde que foi lançada, em 2000, a série Harry Potter, da escocesa J.K. Rowling, já vendeu mais de 50 milhões de livros. Por que tanta gente se inebria com as histórias do garotinho órfão que vira aprendiz de feiticeiro? Alguns críticos atribuem o sucesso ao marketing. Outros afirmam que os livros são bem escritos.

Nelly Novaes Coelho, professora da Universidade de São Paulo, afirma que Harry Potter tem tudo para se tornar um clássico. "A autora explora o enigma, o mistério e a magia, elementos que nos levam para fora do espaço da lógica." Para ela, os recursos estilísticos também são bem utilizados. "A leitura é ágil como um videogame, por isso prende o leitor."

A consultora Maria José Nóbrega sugere que esses livros sejam trabalhados a partir da 5a série como trampolim para leituras mais complexas. Escolha títulos que tenham pontos em comum com a trama, como Oliver Twist, de Charles Dickens, e O Rei Arthur e a Távola Redonda, de autor desconhecido.

Dicas para o professor


 Os tipos de discursos

Objetivos
- Analisar os elementos que caracterizam uma narrativa.
- Produzir uma narrativa usando os discursos direto e indireto.

Conteúdos
- Discursos direto e indireto.
- Produção de texto.

Anos
3º e 4º.

Tempo estimado
Oito aulas.

Material necessário
Televisão, aparelho de DVD, filme Luzes da Cidade ou trechos disponíveis no youtube.com, computador e texto disponível aqui.

Flexibilização
Para alunos com deficiência visual
Fornecer antecipadamente uma sinopse do filme em braile para o aluno com deficiência visual o ajuda a compreender as atividades que serão desenvolvidas na sequência. Você também precisa preparar, previamente, uma áudio-descrição do filme, para que o aluno acompanhe a exibição e tenha condições de participar das discussões com a turma. Algumas Secretarias de Educação e cinematecas brasileiras já disponibilizam filmes com este recurso. Se preferir, consulte uma dessas instituições na sua cidade e verifique se há material disponível. Amplie o tempo de realização das atividades para que o aluno possa fazer os registros e as produções de textos em braile. Também forneça os textos dos cartazes em braile. Repetir as narrativas produzidas oralmente, sinalizando as principais diferenças entre o discurso direto e o indireto ajuda na aprendizagem da criança cega. Conte com o apoio do AEE no contraturno para que o aluno pratique a leitura e a escrita no sistema braile.

Desenvolvimento
1ª etapa
Apresente a biografia de Charles Chaplin. Promova uma discussão sobre a vida do artista com a turma. Organize uma sessão de cinema em sala. Não apresente informações sobre o filme. Peça que os alunos façam anotações sobre partes do enredo que julgarem importantes durante a exibição. Isso os ajudará a retomar a história na próxima etapa.

2ª etapa
Ao fim do filme, solicite que todos façam um breve relato oral do que foi visto. Converse com a turma sobre o tema principal da história. Direcione as discussões para o uso das marcas temporais usadas (a utilização de diferentes advérbios e tempos verbais, por exemplo).

3ª etapa
O filme é dividido em trechos que podem ser considerados capítulos. Peça que os alunos coloquem títulos em cada um deles. Construa com a turma textos narrativos sobre o primeiro capítulo em discurso direto e indireto. Peça que comparem e elenquem as diferenças e as características de cada um. Eles devem notar as diferenças de efeito entre os tipos de discurso e suas pecualiaridades: o direto usa recursos de pontuação (como as aspas, o travessão e o parágrafo) e, às vezes, os verbos dicendi (afirmar e dizer, por exemplo) para reproduzir a fala dos personagens, e o indireto emprega verbos na 3ª pessoa para contar o que diz o personagem.

4ª etapa
Retome os capítulos e anote-os em um cartaz. Divida a turma em grupos e distribua os trechos entre eles. Peça que cada grupo escreva a narrativa do trecho selecionado nos dois tipos de discurso. Promova a apresentação dos textos redigidos pela turma ao mesmo tempo em que exibe as cenas de cada trecho narrado. Faça isso com as duas versões da narrativa produzidas pelos grupos. Assim, será possível chamar a atenção para o efeito causado pelos diferentes discursos.

5ª etapa
Hora de revisar e reescrever os textos da turma. Troque as produções entre os grupos. Peça que eles as releiam e corrijam. Escreva as orientações para as correções no quadro: a ação da narrativa é apresentada com lógica e organização? Há coesão e coerência no texto? Ele é objetivo e claro? Apresenta as características de um texto narrativo no discurso usado? O que é preciso alterar, sem deixar de lado as características do discurso direto e indireto?

Avaliação
Verifique se os alunos se expressam, oral e textualmente, com lógica e organização. Compare as relações feitas por eles entre as imagens e a ação presentes no filme e nas produções escritas. Analise se os textos finais apresentam as características dos discursos direto e indireto.

Boa Semana, bom dia..


Dia da informática

Hoje é comemorado o Dia da Informática...
Diante das grandes tecnologias hoje ministradas pela informática, podemos sentir a grandeza deste mundo ao nosso redor... Parabéns a todos que trabalham nesta área, que gostam desta área como eu...


Feliz dia dos Pais...


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Tarefa da semana

Que tal enviarmos pelo correio literário uma carta ao personagem lido no horário de leitura da biblioteca com a bibliotecária Elaine? Cada um tem um personagem, todas as salas tem uma caixa de correio, agora é só por a criatividade em dia e escrever uma linda carta, por exemplo:
  • Uma carta à Chapeuzinho Vermelho perguntando o por quê ele seguiu o caminho do lobo, e que tal sabermos porque o lobo mal não poderia ser bonzinho igual ao lobo - guará?
  • Pergunte a Branca de Neve porque ela dorme tanto na caminha dos Sete Anões?

A criatividade é sua, se quiser deixe suas cartas aqui também, assim que os personagens receberem eles irão responder...
Faça como no filme Cartas para Julieta -

Sinopse

Sophie (Amanda Seyfried) é uma aspirante a escritora e juntamente com noivo Victor (Gael García Bernal), que sonha em ter seu próprio restaurante, viaja para a Itália. Em Verona, onde se passou a história de Romeu e Julieta, local perfeito para uma lua de mel antecipada, Sophie acaba percebendo que seu noivo está mais interessado nos fornecedores para seu restaurante do que nela. Na cidade, descobre uma antiga carta de amor e junta-se a um grupo de voluntárias que responde estas missivas amorosas. Para sua surpresa, a remetente Claire Smith (Vanessa Redgrave) ouve o conselho dado na resposta e vai procurar Lorenzo por quem se apaixonou na juventude. Mas existem muitos italianos com o mesmo nome e Sophie mostra interesse em ajudá-la na tarefa, desagradando o neto Charlie (Christopher Egan) que já tinha reprovado essa louca aventura da avó viúva.

Um livro bem procurado em nossa biblioteca:



 Sinopse: Píppi é uma menina de nove anos órfã, que mora em uma casa com o macaco Sr. Nilson e seu cavalo.
 Píppi Meialonga é um livro episódico, que conta pequenas aventuras da menina com seus dois novos amigos, que moram na casa da frente, Aninha e Tom.
 A história da obra é bem simples: Píppi vive sozinha. Sua mãe morreu quando era ainda pequena, então ela passou a acompanhar o pai, capitão, em suas viagens pelo mundo. Quando o pai morre num naufrágio, a menina assume a propriedade deles, chamada Vila  Vilekula, e passa a viver sozinha.
 Apesar de uma tristeza aparente, não há tempo para esse sentimento na obra. Píppi é uma criança bem dinâmica e resolvida: ela limpa a casa, faz biscoitos, dorme quando sente sono, passa a noite acordada. Pra completar, ela tem uma força descomunal, o que impede que policiais a levem para orfanato e que ladrões roubem sua fortuna.
 Forte, independente, rica: Píppi é tudo o que uma criança quer ser. E por isso ela é tão cativante. Sua inocência frente aos padrões morais é muito engraçada, rendendo situações divertidas e respostas afiadas na ponta da língua. A risada é garantida.
 A obra já gerou filmes, desenhos... mas, com certeza, nada é melhor do que o próprio livro.  A tradução foi feita com muito cuidado, direto do sueco (língua original).
Píppi Meialonga cativa leitores de todas as idades. Recomendo para qualquer um que quiser uma leitura leve e divertida, ou para dar de presente a alguma criança (ou adulto...).