segunda-feira, 18 de julho de 2011

Escola combina sucata e tecnologia para facilitar o bom aprendizado do aluno

29 de junho de 2011

Materiais baratos e sucata juntamente com modernos recursos tecnológicos são utilizados, sem preconceito, pelos professores da Escola Estadual de Educação Profissional Adelino Cunha Alcântara, no município cearense de São Gonçalo do Amarante, a cerca de 60 quilômetros de Fortaleza (CE). Para a participação na Olimpíada Brasileira de Foguetes, por exemplo, canos, barras de ferro e pedaços de madeira foram utilizados para a construção da base de lançamento. Já os foguetes foram feitos de garrafa pet e papelão.
Aluno com materiais recicláveis
Alunos utilizam garrafas pet para fazer experiência de química
“Até mesmo um pincel ou uma moeda podem se transformar em experimentos. Contudo, priorizo sempre o que pode ser um maior facilitador da aprendizagem”, assegura o professor de Física, Caniggia Carneiro Pereira, que também é o responsável, na escola, pela participação na Olimpíada Brasileira de Física (OBF), na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), além da Olimpíada Brasileira de Foguetes. Segundo ele, como a física estuda tudo o que acontece no universo, não é difícil encontrar exemplos e materiais para utilizar nas aulas.
Para o professor, que está concluindo licenciatura plena em Física na Universidade Federal do Ceará (UFC), os vídeos também são boas estratégias para trazer novos conhecimentos aos alunos, sejam eles documentários ou pequenos vídeos da internet. Ele também utiliza apresentações em slides. “Elas permitem que eu possa inserir com mais facilidade imagens, animações e outros recursos tecnológicos nas aulas”, diz Cannigia. Em sua opinião, as animações e simulações são recursos muito ricos, pois aliam interatividade e conhecimento, estimulando a aprendizagem e motivando os alunos.
Em suas aulas, Cannigia também aproveita os benefícios das novas tecnologias. Para ele, os recursos computacionais permitem a análise de situações mais complexas que são difíceis de serem reproduzidas na sala de aula ou no laboratório. Assim, ao planejar uma aula sobre gravidade e gravitação, sobre os efeitos da gravidade no comportamento dos corpos, especialmente dos planetas, utilizou recursos como o Applet Laboratório de Força Gravitacional, onde os alunos puderam visualizar a proporcionalidade entre a força da gravidade e a massa e distância entre dois corpos. Na mesma aula, os estudantes tiveram a oportunidade de manipular a simulação Gravity Car – um carrinho com gravidade aumentada que atrai os corpos por onde passa.
Outro recurso usado nessa mesma ocasião foi o My Solar System, para que os alunos montassem seu próprio Sistema Solar. A partir de mudanças introduzidas nos valores das massas e velocidades dos corpos, eles conseguiram padrões de sistemas bem diferentes, com estrelas duplas e choques planetários, entre outros efeitos. “Foi muito interessante ver a satisfação deles em criar sua própria realidade virtual”, salienta o professor.
De acordo com a coordenadora pedagógica, Nakeida Cristina de Castro Costa, 20 anos de magistério, a Adelino Cunha Alcântara é uma escola que se destaca na comunidade, graças a alguns pontos. Um deles é o fato de a instituição oferecer aulas diferenciadas, onde os professores utilizam recursos didáticos variados, tais como música, teatro, internet, blogs, aulas de campo, visitas técnicas, seminários e feiras de ciências, entre outros.
Segundo Nakeida, as aulas de Química são equilibradas entre teoria e prática, com aulas no laboratório de ciências, utilizando material reciclado. Ela explica que, em comemoração ao Ano Internacional da Química, o professor Francisco Sá vem desenvolvendo atividades lúdicas e de pesquisa, interdisciplinares, por meio da construção de paródias, jogos e dinâmicas para socializar o aprendizado da disciplina. Já nas aulas de Língua Portuguesa, há uma integração entre os ambientes de aprendizagem da biblioteca e do laboratório escolar de informática: os estudantes fazem a leitura de clássicos da literatura e constroem material de divulgação em mídias como resenhas e slides.
Fonte: Envolverde / Portal do Professor

Que legal!!!

Projeto leva poemas e cultura para o dia a dia de moradores de Barreiro (BH)

16 de julho de 2011

Versos, estrofes e rimas extrapolam o mundo dos livros e conquistam espaço em suportes nada convencionais: sacos de pão. O papel, antes pardo e desbotado, ganha as cores da imaginação de 400 alunos de escolas públicas de Belo Horizonte (MG) e leva poemas e cultura para o dia a dia de moradores do Distrito de Barreiro.
pao e poesia 2Até o fim do mês, 250 mil embalagens serão distribuídas em padarias da região, dando vida ao projeto Pão e Poesia, que coleciona dois prêmios do Ministério da Cultura e o apoio de voluntários apaixonados pela literatura.
No fino papel usado para embrulhar bisnagas, biscoitos e roscas, autores consagrados, como Affonso Romano de Sant’Anna, Fernando Brant e Líria Porto, dividem espaço com iniciantes, a exemplo de Lorrayne Oliveira Sousa e Charles Rodrigues Filho, ambos de 12 anos.
Depois de horas em aulas de leitura e escrita, batizadas de oficinas de sensibilização poética, os estudantes arriscaram os primeiros versos e agora se surpreendem com o resultado. “Não acreditei quando vi um texto meu impresso no papel. Achei muito legal e minha mãe ficou tão orgulhosa que juntou várias embalagens para mandar para meus tios, que moram no Rio de Janeiro”, conta o empolgado Charles.
Aluno do 7º ano do ensino fundamental, ele é recordista em publicação na atual edição do projeto Pão e Poesia, com três textos selecionados. Sem citar um grande autor como inspiração ou o melhor livro que já leu, Charles confessa que o interesse pela literatura começou a nascer agora, a partir do projeto.
“Nunca tive muita paciência para livros. Quando escrevia alguma coisa, eram sempre frases soltas. Mas me empolguei com a ideia de ganhar, de uma hora para outra, milhares de leitores. Será que isso vai ter futuro?”, questiona o garoto, com olhos interessados a percorrer as estantes da biblioteca da Escola Estadual Margarida Brochado, no Barreiro.
Se Charles ainda não tem referências literárias de peso, a estudante Lorrayne Sousa esbanja intimidade com o universo das letras. Amante de Monteiro Lobato, ela guarda com carinho uma agenda onde, desde os 6 anos de idade, escreve seus poemas.
“Toda ideia que passa pela minha cabeça eu transformo em textos. Às vezes, falo da natureza, da poluição, dos amigos ou da família. Temas nunca faltam. E fiquei emocionada com a chance de publicar meu trabalho”, diz Lorrayne.
pao e poesia 3No comércio, estudantes da Escola Margarida Brochado, Charles e Lorrayne se somam aos 400 alunos do Barreiro que participam do projeto Pão e Poesia. As oficinas de sensibilização poética, feitas no segundo semestre de 2010 e nos primeiros meses deste ano, movimentaram 10 escolas da região e, este mês, o resultado chega às padarias. Surpresos com a possibilidade de levar cultura junto com “o pão nosso de cada dia”, os fregueses elogiam a iniciativa:
“Dessa forma, o pão vira alimento para o corpo e a alma. Achei muito interessante a ideia de ler poesias enquanto tomo meu café. Vou guardar as embalagens e tentar reconhecer os autores entre os alunos que conheço”, conta a comerciante Patrícia Spiazzi, de 23 anos.
Para a diretora da escola, Rosemari Conceição Diegues, as oficinas têm papel transformador na rotina dos jovens. “Com a ajuda de professores de português, os responsáveis pelas oficinas trabalharam várias dinâmicas de leitura e escrita com os estudantes. Essa ação desperta o interesse deles pela leitura e aumenta o contato diário com a cultura”, afirma ela, ressaltando uma mudança de comportamento também durante as aulas. “Tudo isso se reflete na maior concentração dos alunos nas atividades da escola e em melhor desempenho nas avaliações”, conclui.
Um amante de livros teve a ideia
A ideia de unir cultura a um dos alimentos mais populares da mesa dos brasileiros nasceu em 2008 na biblioteca do belo-horizontino Diovani Mendonça, de 47 anos. O analista de sistemas e apaixonado por literatura reuniu, em seu acervo de autores consagrados e também na internet, matéria-prima para dar um reforço no café da manhã dos mineiros.
Com a ajuda de amigos e empresários, ele conseguiu doações de tintas e papéis para pôr nas ruas as primeiras 300 mil embalagens do projeto Pão e Poesia.
“Desde adolescente, eu escrevia poemas e letras de música em folhas de caderno para distribuir entre os amigos. Meu sonho era que aqueles versos que me emocionaram tocassem também o coração de outras pessoas. Há três anos, eu tive a ideia de colocar esses textos em sacos de pão”, diz Diovani.
Os primeiros exemplares foram plastificados por ele e passaram a integrar uma exposição itinerante que já percorreu 20 escolas de Belo Horizonte e uma de São Paulo.
O Pão e Poesia ganhou dois prêmios do Ministério da Cultura – em 2009, primeiro lugar no concurso Pontos de Mídia Livre; e, no ano passado, o Selo Prêmio Cultura Viva. Aprovado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura, a iniciativa agora tem o patrocínio da V&M do Brasil. “É muito gratificante fazer com que os meninos ponham no papel as vivências e experiências deles”, diz Diovani.

Fonte: Estado de Minas

Gnomeu e Julieta

Os alunos das professoras do 4º ano assistiram ao filme no dia 15/07/2011 e adoraram... Fica aí a minha dica de filme infantil...
Vejam também:
Programa de proteção para princesas
Também vejam este aqui que marcou muito:


Filme Sempre ao seu lado...

Sinopse

  Parker Wilson (Richard Gere) é um professor universitário que, ao retornar do trabalho, encontra na estação de trem um filhote de cachorro da raça akita, conhecido por sua lealdade. Sem ter como deixá-lo na estação, Parker o leva para casa mesmo sabendo que Cate (Joan Allen), sua esposa, é contra a presença de um cachorro. Aos poucos Parker se afeiçoa ao filhote, que tem o nome Hachi escrito na coleira, em japonês. Cate cede e aceita sua permanência. Hachi cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local no horário em que o professor está de volta. Até que um acontecimento inesperado altera sua vida.

Os alunos do 5º ano da professora Sônia e Silvane assistiram ao filme no dia 18/07/2011, quem sabe você também pode assistir e deixar um comentário?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Aprenda a fazer boneca de pano

Boneca de pano

Beto Tchernobilsky
Foi Tia Nastácia quem fez Emília, a boneca de pano de Narizinho. Aqui você vai aprender a fazer uma. Divirta-se!

Beto Tchernobilsky
Material
- Um pedaço de pano de algodão cru, de 40 por 40 cm (corpo)
- 20 cm de tecido estampado (vestido)
- 20 cm de renda (fundo da calça)
- 50 cm de fita de cetim de 1 cm de largura
- tinta marrom tipo PVA (sapato)
- tinta para tecido preta (olhos)
- caneta microm marrom (boca)
- blush (bochechas)
- 1 pacote de lã multicolor (cabelo)
- 1 pacote de fibra siliconizada antialérgica (enchimento)
- tesoura sem ponta
- cola de tecido
- lápis
- linha (pesponto e lacinho)
- 2 punhos sanfonados de 7 cm de comprimento por 5 cm de altura (meia)

Passo-a-passo

Beto Tchernobilsky
1. Marque os moldes no pano de algodão cru e no estampado
Beto Tchernobilsky
2. Recorte tudo. E em dobro os moldes da cabeça, do corpo
e da blusa
Beto Tchernobilsky
3. Costure a cabeça e o corpo à mão ou à máquina, deixando aberta a parte do pescoço. Na cabeça, faça um corte na parte de trás, onde vai ser
colado o cabelo
Beto Tchernobilsky
4. Com a ajuda de um pauzinho, vire do avesso as duas partes e encha com a fibra siliconizada. Feche as duas entradas
Beto Tchernobilsky
5. Costure a roupa e faça os pespontos com dois fios de linha. A saia é costurada na parte de cima. Para a meia, unem-se os lados maiores (os de 7 cm).
Cole a renda
Beto Tchernobilsky
6. Cole a fita em cima da saia e ponha o lacinho, feito com sete fios de linha
Beto Tchernobilsky
7. Pinte o sapato, os olhos e a boca. Passe um pouco de blush nas bochechas. Quando secar, coloque a meia e costure-a
Beto Tchernobilsky
8. Dê seis voltas na mão com a lã, corte e amarre com outro pedaço de lã. Faça isso 22 vezes. Cole-os na cabeça da boneca

Lançamentos de filmes em 2011.

Qual criança não gosta de assistir um filme no cinema e se divertir com a família. Pensando nisso, vamos listar alguns filmes infantis que serão lançados nos cinemas brasileiros em 2011 confira logo abaixo:

HOP – Rebelde Sem Páscoa

Filmes infantis 2011
Lançamento: 22 de abril de 2011
Elenco: Vozes de: James Marsden, Elizabeth Perkins, Russell Brand, Kaley Cuoco
Sinopse: O coelhinho da Páscoa é atropelado por um motorista preguiçoso. Como o coelho foi impedido de trabalhar, pois quebrou a perna, o motorista vai ter que se disfarçar desse animalzinho e tentar salvar a Páscoa.

Kung Fu Panda 2

Kungu Fu Panda 2
Disponível na versão 2D e 3D
Lançamento: 10 de junho de 2011
Elenco e vozes de: Jack Black, Jackie Chan, Dustin Hoffman, Lucy Liu, Ian McShane
Sinopse: O urso panda Po, segue a jornada como o escolhido e precisa continuar a defender e cumprir a profecia, além de aprender mais sobre a técnica de Kung Fu. Tudo isso com a ajuda de seus amigos.

Carros 2

Lançamentos dos filmes infantis 2011
Disponível na versão 2D e 3D
Lançamento: 24 de junho de 2011
Elenco: Vozes de: Owen Wilson, Paul Newman, Richard Petty, Bonnie Hunt, Dan Whitney
Sinopse: O personagem principal Lightning McQueen, volta no Carros 2 com o seu amigo Mater, que dará a volta ao mundo para disputar a Corrida dos Campeões. No filme terá intrigas, muita ação e comédia.

O Ursinho Pooh

Filmes lançamentos de 2011
Lançamento: 29 de julho de 2011
Elenco: Craig Ferguson, John Cleese, Jim Cummings, Tom Kenny, Bud Luckey, Jack Boulter
Sinopse: O Ursinho Pooh, Corujão e seus amigos terão que buscar e salvar o seu amigo Christopher Robin de um culpado imaginário.

Os Smurfs

Filmes infantis 2011 cinemas
Disponível na versão 2D e 3D
Lançamento: 12 de agosto de 2011
Elenco: Hank Azaria, Neil Patrick Harris, Alan Cumming, Katy Perry, George Lopez, Jonathan Winters, Tim Gunn, Sofia Vergara, Jayma Mays, Fred Armisen
Sinopse: Gargamel acaba descobrindo um povoado mágico dos Smurfs e faz com que se dispersem na floresta. Sendo desastrado vai para o lugar errado, entra na gruta proibida e os leva para o Central Park. Com isso, voltar para casa vai ficando cada vez mais difícil, já que Gargamel os persegue. Então, os Smurfs foram se esconder para se proteger na casa de um casal.
 

Filmes infantis? Aqui vão algumas dicas..

TOP FILMES INFANTIS:

1 – A Era do Gelo
2 – Cocoricó
3 – Xuxa só para baixinhos
4 – Branca de Neve e os Sete Anões
5 – Procurando Nemo
6 – Madagascar
7 – Bob Esponja – O filme
8 – Galinha Pintadinha
9 – Shrek
10 – Ben 10
11 – Harry Potter (Crianças maiores e adolescentes)
12 – Barney
13 – Hanna Montana (Crianças maiores e adolescentes)
14 – Kung Fu Panda
15 – High School Musical
16 – Vila Sésamo
17 – Garfield – O filme
18 – Monstros S.A.
19 – Backyardigans (Todos os DVD’s / Crianças menores)
20 – Turma da Mônica
21 – Palavra Cantada
22 – A Pequena Sereia
23 – Pinóquio
24 – Tinker Bell: Uma aventura no mundo das fadas (Esse as meninas gostam mais que os meninos.)
25 – A Bela Adormecida
26 – Wall-E
27 – Ratatouille
28 – Carros
29 – Bolt – O supercão
30 – Charlie e Lola – Pequenas Traquinagens

E você? Qual filme infantil você mais acha legal? Deixe sua opinião nos comentários (abaixo).

                                 As férias de julho chegaram, aproveitem...
  As férias são tão esperadas, sendo que é um período onde as famílias  podem fazer programações de viagens tão esperada. Porém algumas pessoas não sabem o que fazer e aonde ir, acabando perdendo o tempo sem fazer absolutamente nada.
 Mas as férias devem ser lembradas, as pessoas podem se divertir muito. A maioria das pessoas costuma ir á praia, acampamento, hotéis fazenda entre outros lugares, para se divertir e passar um período maior com a família.
 Bom, mas independente do lugar o importante é se divertir, leve a família e amigos. As cidades grandes são as preferidas nesse período, então aproveite o máximo que puder.

Dicas de passeios e atividades para as férias

Aproveite as férias...

O que fazer nas férias escolares?
   Nada melhor do que entrar de férias, não ter que ficar levantando cedo. É um período de descanso, diversão entre outras coisas. O período é pequeno, porem pode ser bem aproveitado.
   Muitas pessoas ficam em dúvida no que fazer, mas nada melhor do que fazer uma viagem e conhecer novos lugares. Ir para um lugar calmo como uma fazenda, sítio e tudo mais também pode ser uma grande alternativa.
  Também é um período para você ficar em casa, ficar mais com a família, enfim, use a sua criatividade e tenha uma ótima férias.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vygotsky e o conceito de zona de desenvolvimento proximal

  Para Vygotsky, o segredo é tirar vantagem das diferenças e apostar no potencial de cada aluno.

   Todo professor pode escolher: olhar para trás, avaliando as deficiências do aluno e o que já foi aprendido por ele, ou olhar para a frente, tentando estimar seu potencial. Qual das opções é a melhor? Para a pesquisadora Cláudia Davis, professora de psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sem a segunda fica difícil colocar o estudante no caminho do melhor aprendizado possível. "Esse conceito é promissor porque sinaliza novas estratégias em sala de aula", diz Cláudia. O que interessa, na opinião da especialista, não é avaliar as dificuldades das crianças, mas suas diferenças. "Elas são ricas, muito mais importantes para o aprendizado do que as semelhanças."

   Não há um estudante igual a outro. As habilidades individuais são distintas, o que significa também que cada criança avança em seu próprio ritmo. À primeira vista, ter como missão lidar com tantas individualidades pode parecer um pesadelo. Mas a pesquisadora garante: o que realmente existe aí, ao alcance de qualquer professor, é uma excelente oportunidade de promover a troca de experiências.

   Essa ode à interação e à valorização das diferenças é antiga. Nas primeiras décadas do século 20, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934) já defendia o convívio em sala de aula de crianças mais adiantadas com aquelas que ainda precisam de apoio para dar seus primeiros passos. Autor de mais de 200 trabalhos sobre Psicologia, Educação e Ciências Sociais, ele propõe a existência de dois níveis de desenvolvimento infantil. O primeiro é chamado de real e engloba as funções mentais que já estão completamente desenvolvidas (resultado de habilidades e conhecimentos adquiridos pela criança). Geralmente, esse nível é estimado pelo que uma criança realiza sozinha. Essa avaliação, entretanto, não leva em conta o que ela conseguiria fazer ou alcançar com a ajuda de um colega ou do próprio professor. É justamente aí - na distância entre o que já se sabe e o que se pode saber com alguma assistência - que reside o segundo nível de desenvolvimento apregoado por Vygotsky e batizado por ele de proximal (leia um resumo do conceito na última página).

   Nas palavras do próprio psicólogo, "a zona proximal de hoje será o nível de desenvolvimento real amanhã". Ou seja: aquilo que nesse momento uma criança só consegue fazer com a ajuda de alguém, um pouco mais adiante ela certamente conseguirá fazer sozinha (leia um trecho de livro na terceira página). Depois que Vygotsky elaborou o conceito, há mais de 80 anos, a integração de crianças em diferentes níveis de desenvolvimento passou a ser encarada como um fator determinante no processo de aprendizado.

Acesse...

www.turmadoplaneta.org.br
A turma do planeta é música, aventura, interatividade, natureza e muito mais.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Veja as fotos do Bernardão 2011

Click aqui e veja as fotos do Bernardão 2011

Entrevista Nova Escola, a produção de texto...

Narração, descrição e dissertação. Por muito tempo, esses três tipos de texto reinaram absolutos nas propostas de escrita. Consenso entre professores, essa maneira de ensinar a escrever foi uma das principais responsáveis pela falta de proficiência entre nossos estudantes. O trabalho baseado nas famosas composições e redações escolares tem uma fragilidade essencial: ele não garante o conhecimento necessário para produzir os textos que os alunos terão de escrever ao longo da vida. "Nessa abordagem, ninguém considerava quem seriam os leitores. Não havia a ref lexão sobre a melhor estratégia para colocar uma ideia no papel", resume Telma Ferraz Leal, da Universidade Federal de Pernambuco.

Para aproximar a produção escrita das necessidades enfrentadas no dia-a-dia, o caminho atual é enfocar o desenvolvimento dos comportamentos leitores e escritores. Ou seja: levar a criança a participar de forma eficiente de atividades da vida social que envolvam ler e escrever. Noticiar um fato num jornal, ensinar os passos para fazer uma sobremesa ou argumentar para conseguir que um problema seja resolvido por um órgão público: cada uma dessas ações envolve um tipo de texto com uma finalidade, um suporte e um meio de veiculação específicos. Conhecer esses aspectos é condição mínima para decidir, enfim, o que escrever e de que forma fazer isso. Fica evidente que não são apenas as questões gramaticais ou notacionais (a ortografia, por exemplo) que ocupam o centro das atenções na construção da escrita, mas a maneira de elaborar o discurso (leia o texto da página 3).

Há outro ponto fundamental nessa transformação das atividades de produção de texto: quem vai ler. E, nesse caso, você não conta. "Entregar um texto para o professor é cumprir tarefa", argumenta Fernanda Liberali, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. "Escrever não é fácil. Para que o aluno fique estimulado com a proposta, é preciso que veja sentido nisso." O objetivo é fazer com que um leitor ausente no momento da produção compreenda o que se quis comunicar - e esse desafio requer diferentes aprendizagens.

O primeiro passo é conhecer os diversos gêneros. Mas é preciso atenção: isso não significa que os recursos discursivos, textuais e linguísticos dos contos de fadas e da reportagem, por exemplo, sejam conteúdos a apresentar aos alunos sem que eles os tenham identificado pela leitura, como ressalta Delia Lerner no livro Ler e Escrever na Escola. Um primeiro risco é o de cair na tentação de transmitir verbalmente as diferentes estruturas textuais. De acordo com a pesquisadora em didática, cabe a todo professor permitir que as crianças adquiram os comportamentos do leitor e do escritor pela participação em situações práticas e não "por meras verbalizações".

Ensinar a produzir textos nessa perspectiva prevê abordar três aspectos principais: a construção das condições didáticas, a revisão e a criação de um percurso de autoria, como se pode ver a seguir.

Projetos da Revista Nova Escola.

Produção de minicontos no Twitter

Bloco de Conteúdo
Língua escrita
Conteúdo
Produção de textos 
Objetivos
- Identificar a adequação do uso da língua escrita em veículos diferentes.
- Desenvolver a síntese.
- Utilizar recursos coesivos.

Conteúdo
- Produção de textos

Anos
6º ao 9º.

Tempo estimado
Sete aulas.

Material necessário
Livro Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século XX (org. Marcelino Freire, 240 págs., Ateliê Editorial, tel. 11/4702-5915, 34 reais) e computador com acesso à internet.

Flexibilização
Para alunos com deficiência intelectual
Apresente o Twitter antecipadamente ao aluno com deficiência intelectual e proponha que ele escreva alguns posts para adaptar-se à rede social. Oriente-o na leitura do livro de Marcelino Freire e sugira que os colegas comecem a história, para que o aluno entenda a lógica da produção e também contribua com o livro de microcontos da turma. Se ele ainda não consegue escrever períodos completos, sugira que diga quem serão os personagens da história ou descreva os cenários, orientando a produção dos colegas. O trabalho em duplas ou em pequenos grupos também contribui, assim como a produção de textos sobre temas cotidianos, próximos da realidade do aluno.

Desenvolvimento
1ª etapa
Pergunte à classe quem usa o Twitter e quais são suas características. Deixe que os usuários apresentem a ferramenta aos colegas. Caso não haja alunos que conheçam a ferramenta, disponibilize impressos que reproduzam as postagens. Compare-a com blogs, torpedos de celular e postagens de redes sociais.

2ª etapa
Apresente o livro Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século XX. Antes da leitura, mostre o formato do volume, que já aponta para a concisão do seu conteúdo. Selecione cerca de dez contos e leia-os com a turma. Observe que a brevidade das produções do livro faz com que eles sejam microcontos.

3ª etapa
Oriente a produção de uma história dentro de uma temática que agrade a garotada. Comece com a escrita em papel comum. Não limite o tamanho do texto nesta etapa, mas ressalte que ele se tornará um microconto posteriormente.

4ª etapa
Peça que os jovens reescrevam o texto, cortando palavras ou frases que julgam desnecessárias. Explique que, nesse gênero, a descrição de personagens e cenários não é uma boa ideia, pois ela ocupará muito espaço, sobrando quase nada para a história central. Fale da possibilidade de o microconto sugerir, em vez de contar. Para que eles entendam melhor o assunto, escolha uma história do livro e leia em voz alta. Reflita com a turma, discutindo qual a história central que o texto conta.

5ª etapa
Após a primeira reescrita, verifique quanto os textos diminuíram. Peça que compartilhem com o colega ao lado e que a dupla discuta os critérios de edição. Circule pela sala, interferindo nos debates e sugerindo formas de diminuir os microcontos. Questione sobre qual é a ideia daquela história e pergunte ao colega o que ele entendeu após a leitura, e vice-versa. Peça que os alunos reescrevam sua história no computador, sem ultrapassar os 140 caracteres.

6ª etapa
Organizados em grupos, os estudantes devem ler os contos dos colegas e eleger o melhor texto de cada um. Oriente que eles levem em consideração não apenas o seu aspecto formal mas também o caráter impactante. Recolha as outras produções e verifique se há problemas relativos à coerência, ao estilo e ao uso de conectores linguísticos. Para observar se os trabalhos escolhidos encontram-se dentro do padrão solicitado, crie uma conta de e-mail e peça que os alunos enviem os textos para ela. Verifique o número de caracteres deles. Se fugirem ao estabelecido, reoriente a seleção.

7ª etapa
Crie uma conta no Twitter, o "livro virtual" que reunirá todos os microcontos selecionados ou um livro impresso com os mesmos textos. Eles devem seguir o formato do Twitter.

Produto final
Livro virtual ou impresso.

Avaliação
Analise com a turma os microcontos descartados e verifique o porquê de eles não terem sido escolhidos: ultrapassaram o número de caracteres estabelecido?, possuem problemas de contectores linguísticos?, não impactam o leitor? Aponte as deficiências encontradas e proponha reescritas coletivas.
Consultoria: Jorge Luiz Marques
Professor do Colégio Militar do Rio de Janeiro e do Colégio Pedro II

segunda-feira, 4 de julho de 2011

As avaliações do bimestre estão ai, que tal uma dica para estudar?

Como Estudar


Estudar exige mais do que paciência e força de vontade. Estudar requer também, muita disciplina e o domínio de algumas técnicas - às vezes, simples - para que o aprendizado seja feito com a máxima eficiência e o mínimo de tempo.

Uma boa dica é não deixar tudo para a véspera. De fato, não é fácil conseguir motivação hoje, e começar a estudar para uma prova que só será daqui a 2 semanas. Mas isso, é só uma questão de reeducação de hábitos. Experimente tirar 2 horas de seus dias, para estudar o conteúdo das aulas dadas naquele dia. Com o tempo, você terá mais facilidade em compreender e memorizar toda a matéria, e ainda sentirá uma queda no nível de stress das vésperas de prova, quando o conteúdo se acumula, e você não sabe nem por onde começar a estudar. Com essa metodologia, o menos vai virar mais. A matéria estará sempre fresca na sua cabeça, e estudando menos, você estará aprendendo mais.

Abaixo seguem mais algumas dicas, bastante interessantes.


Como ler bem

"Ler um livro é estabelecer um diálogo animado pelo desejo de compreender. Nossa leitura deve ser governada por um princípio fundamental de respeito à voz que nos fala no livro. Não temos o direito de desprezar um livro só porque contradiz nossas convicções, como também não devemos elogiá-lo incondicionalmente se estiver de acordo com elas". (Prof. Armando Zubizarreta).

Qualquer leitor, portanto, tem como primeiro desafio o de estar pronto para ler: disposto a aprender e aproveitar a leitura. Mesmo em caso de tratar-se, à primeira vista, de mera tarefa e não de algo que possa lhe dar prazer. Essa preparação exige dois pré-requisitos: prestar atenção e evitar a avidez. Devorar centenas de páginas não leva a nada.

Você vai ler? Saiba então que a compreensão de um texto exige mais do que o simples correr dos olhos sobre as letras. Comece por escolher um local tranqüilo, confortável, bem iluminado. E não se apavore em caso de não conseguir entender tudo de imediato. A compreensão depende do nível cultural do leitor, que vai se ampliando a cada nova leitura ou releitura.

Recomenda-se, em geral, que não se passe ao parágrafo seguinte sem ter entendido bem o anterior. Isso você pode conseguir, voltando e relendo o trecho quantas vezes forem necessárias e, se preciso, recorrendo a dicionários e enciclopédias. No entanto, não se deve interromper demais a leitura. Por isso, conforme-se em aprender o significado geral, sabendo que, com o hábito de ler, essa tarefa vai ficar cada vez mais fácil.

Lembre-se sempre que um mínimo de disciplina é indispensável ao leitor que quer ou precisa aprender. A leitura, para ser mais produtiva, pode ser dividida em fases:

   »   Faça um reconhecimento do texto para saber de que assunto trata. Mesmo no caso de romance é bom ter uma idéia do tema central.

   »   Procure isolar as informações principais. Para isso, é bom sublinhar ou assinalar passagens.

   »   Ao encontrar expressões especializadas, (de medicina, direito, etc.) procure conhecer e anotar seus significados. Assim, além de aumentar seu vocabulário, você conseguirá uma correta interpretação de sua leitura.

   »   Procure separar os fatos, das interpretações que deles faz o autor. Retome as informações essenciais que foram isoladas anteriormente, para saber que relações existem entre elas.

Assim, você estará pronto para estabelecer suas próprias idéias sobre o texto. Mas lembre-se: o trabalho intelectual exige rigor. Por isso nunca é demais voltar ao texto, reler e aperfeiçoar a leitura.

Como tomar notas

A escrita é um poderoso instrumento para preservar o conhecimento. Tomar notas é a melhor técnica para guardar as informações obtidas em aula, em livros, em pesquisas de campo. Manter os apontamentos é fundamental. Logo, nada de rabiscar em folhas soltas. Mas também não se deve ir escrevendo no caderno tudo que se ouve, lê ou vê. Tomar notas supõe rapidez e economia. Por isso, as anotações têm de ser:

   a.   suficientemente claras e detalhadas, para que sejam compreendidas mesmo depois de algum tempo;

   b.   suficientemente sintéticas, para não ser preciso recorrer ao registro completo, ou quase, de uma lição.

Anotar é uma técnica pessoal do estudante. Pode comportar letras, sinais que só ele entenda. Mas há pontos gerais a observar. Quando se tratar de leitura, não basta sublinhar no livro. Deve-se passar as notas para o caderno de estudos. O aluno tem de se acostumar à síntese: aprender a apagar mentalmente palavras e trechos menos importantes para anotar somente palavras e conceitos fundamentais. Outros recursos: jamais anotar dados conhecidos a ponto de serem óbvios; eliminar artigos, conjunções, preposições e usar abreviaturas.

É preciso compreender que anotações não são resumos, mas registros de dados essenciais.

Como educar a memória

Aprender é uma operação que não se resume a adquirir noções, mas consiste em reter o que foi lido, reproduzir e reconhecer uma série de experiências e pensamentos. Portanto, é imprescindível educar a memória. Logo após o estudo de algum ponto ou matéria, nota-se que o esquecimento também trabalha: a mente elimina noções dispensáveis. Sem disciplina, entretanto, nunca haverá um jogo útil entre memória e esquecimento, entre horas de estudo e horas de descanso.

Para facilitar o aprendizado e fixar na memória os conteúdos aprendidos, basta proceder a uma série de operações sucessivas e gradativas no tempo. Repetir é importante, mas não só: saber de cor nem sempre vai além de um papaguear mecânico. As técnicas psicológicas de memorização são complexas, mas podem ser utilizadas simplificadamente pelo estudante. Algumas indicações:

   a.   ler mentalmente e compreender o assunto;

   b.   reler em voz alta;

   c.   concentrar a atenção em aspectos específicos: nomes, datas, ambientes, etc.;

   d.   notar semelhanças, diferenças, relações;

   e.   repetir várias vezes em voz alta ou escrever os conhecimentos adquiridos (os pontos principais);

   f.   fazer fichas com esquemas que incluam, de um lado, a seqüência das noções principais e, do outro, detalhes referentes a cada uma delas;

   g.   nunca esquecer de repousar, pois uma mente cansada aprende pouco e retém com dificuldade.

Como estudar em grupo

Estudar em conjunto é um modo produtivo de fazer render ao máximo o esforço do aprendizado. E há muitas maneiras de os estudantes se ajudarem, mesmo que não se organizem em um grupo. Entre as mais importantes: a comparação dos apontamentos das aulas e das horas de estudos. Assim, trocam-se idéias e verificam-se os pontos fundamentais e os mais difíceis.

Dois princípios a serem pensados:

   a.   o estudo em conjunto deve refletir uma inteligente divisão de trabalho;

   b.   as sínteses não garantem plena compreensão, mas são interessantes como resumo dos conhecimentos adquiridos.

Quando o estudo em grupo é uma preparação para provas ou exames, o aluno deverá estudar toda a matéria por si mesmo, de modo que o trabalho com os colegas seja apenas uma revisão, uma possibilidade de aprofundamento e, às vezes, de correção dos pontos.

Algumas possibilidades de organização e divisão de trabalho no grupo:

    »   Cada um estuda partes diferentes de um assunto e traz para serem fundidas na reunião;

    »   Cada um estuda e consulta fontes sobre o mesmo assunto e expõe ao grupo, para uma comparação e aprofundamento;

    »   Cada um estuda um ponto de um capítulo e faz seu relatório ao grupo, debatendo ou respondendo a perguntas depois.

É a voz corrente entre professores que a melhor maneira de aprender uma matéria é ensiná-la aos outros. Os alunos podem comprovar isso nas exposições orais de suas reuniões de grupo. E toda vez que um colega vier pedir auxílio.

Como fazer uma redação

Comunicar, eis a principal finalidade de uma redação. Ou seja: dizer algo, por escrito, a alguém. Mas o quê? A primeira operação para redigir um tema é compreender corretamente o enunciado contido no título. Um exame cuidadoso do título proposto dá ao estudante a exata delimitação do assunto, permite-lhe perceber imediatamente como desenvolver o pensamento para não fugir do tema. E conduz ao segundo passo: fazer um esboço do que vai ser dito.

Há quem prefira esboçar o tema mentalmente. Nunca é demais, porém, tenha o cuidado de anotar o plano, de modo que seja fácil segui-lo depois. Fazer um esboço depende, é claro, do conhecimento do aluno. E até mesmo do assunto. Mas um macete infalível é o da divisão em três partes: introdução, desenvolvimento, conclusão. Começa-se por chamar a atenção do leitor para o assunto, digamos, "A descoberta do Brasil", falando sobre a situação de Portugal no século XV, o florescimento cultural, a Escola de Sagres e as técnicas de navegação ali aperfeiçoadas. É a introdução, que conduzirá ao desenvolvimento: a frota de Cabral, seus objetivos, a viagem e seus problemas, a chegada a Porto Seguro, a comunicação da descoberta. Conclui-se de modo a evidenciar a importância que foi atribuída ao fato, na época, podendo-se adiantar algo sobre o significado histórico que teria depois.

Na exposição de assunto científico ou de caráter interpretativo, é bom lembrar que o sistema é: antecipar o que se vai provar, provar o que se havia proposto e enunciar o que já se provou. Nunca deixar, também, de enumerar em estrita ordem alfabética, todas as fontes e toda a bibliografia utilizada para compor o trabalho. Depois de tudo escrito, a tarefa ainda não terminou. A redação feita em casa ou em classe deve ser revista. É preciso ver se foram utilizadas as palavras mais expressivas, se não há erros de grafia, se a pontuação foi bem feita. Não se exige de ninguém um texto literariamente perfeito, mas escrever corretamente é obrigação.

Está chegando as férias de inverno...


Espero que as crianças se divirtam muito vamos fazer dessas férias as melhores dos nossos pequenos.


Arco – Íris A
Fazer um arco-íris no chão com giz ou tiras de papel crepom coloridas. Colocar no final do arco-íris um baú (caixa de papelão) com brinquedos, bexigas, objetos ou fantasias que correspondam às cores do arco-íris desenhado no chão. Execução: formar fileiras, uma para cada cor atrás de uma linha em frente ao arco-íris a mais ou menos 1m de distância ao sinal do professor, os primeiros de cada fila deverão sair andando por cima da linha até o baú e trazer um objeto que corresponda à cor de sua equipe. Todos deverão repetir o mesmo processo; a próxima criança sairá somente quando seu companheiro ultrapassar a linha de chegada. A equipe que primeiro completar o jogo será vencedora.

Arco – Íris B
Quando utilizar bexigas, seguir o mesmo processo acima onde as crianças deverão pegar no baú uma bexiga que corresponda à cor de sua linha e estourá-la, sentando em cima, antes de retornarem às filas.

Arco – Íris C
Igual às brincadeiras acima utilizando fantasias, roupas e adereços diferentes como perucas, chapéu, vestido, calça, nariz de palhaço ou outro, xales etc, quando todos estiverem com as suas peças na mão deverão vestir (fantasiar) um colega. Vence a equipe que vestir primeiro e for a mais criativa.

Bolinhas de pingue-pongue
Soprar bolinhas de ping-pong: traçar duas linhas a uma distância de 3m uma da outra e formar fileiras uma de frente para a outra atrás das linhas. Inicia-se o jogo dando uma bolinha para as primeiras crianças de cada fila de um dos lados, estas deverão soprá-las até seus companheiros das filas à frente indo para trás destas filas. A criança que recebeu a bolinha repetirá a mesma ação para o outro lado e assim sucessivamente. Se for em forma de competição, vence a equipe que terminar primeiro.

Dois a dois lançando a bolinha com as mãos, um para o outro, deixando quicar no chão antes de pegá-la (deixar quicar 1x, depois 2x, 3x, 4x etc)
Jogar na parede e pegar com as duas mãos, jogar no teto e deixar quicar no chão, 1,2,3,4... antes de pegá-la
Caçar a bolinha com caixa de sapato – 2 a 2, um com uma caixa de sapato e outro com bolinhas (de pingue-pongue, papel, isopor, etc). ficam distantes mais ou menos 2m, dependendo do tamanho (idade) da criança. Enquanto uma lança as bolinhas a outra deverá caça-las com a caixa.

Caixas de sapato
Patins com caixas de sapato – fazer várias fileiras onde os primeiros receberão 2 caixas de sapatos sem tampa que serão os patins. Colocá-los atrás de uma linha de saída. Ao sinal, deverão correr até um ponto pré-determinado, podendo ter uma cadeira para contorná-la, e retornar entregando os patins para o próximo que repetirá a mesma ação e assim por diante. Vence a equipe que as crianças acabarem o percurso primeiro.

Carrinho com caixa de sapato – amarrar um pedaço de barbante em uma das extremidades da caixa para puxar. Esta brincadeira poderá ser cada criança com seu carrinho buscando objetos, figuras, letras, números etc., solicitados pelo educador.
Rebater a bolinha: com o fundo da caixa de sapato ou com as tampas, como tênis ou pingue-pongue.

Revezamento
Formar fileiras como mostra o desenho anterior; na linha traçada e em frente a cada equipe colocar um objeto ou uma bola. O objetivo do jogo é: uma criança vai buscar o objeto e a outra vai levar. Vence a equipe onde todas as crianças executaram a ação.

Desenho comunitário com música
Espalhar folhas de papel pela sala e lápis colorido. Ao som de uma música, as crianças deverão caminhar no ritmo dançando e, ao parar a música, começar a desenhar, cada uma em uma folha; a música retorna, e voltam a caminhar. Ao parar novamente a música, vão até outro papel, e continuam o desenho do colega. Isto se repete até que o educador observe que os desenhos já se definiram. No final todos pegam um papel e comentam sobre o desenho mostrando a todos.

RODA-GIGANTE
Todos os participantes sentam-se formando um grande círculo e são numerados, por exemplo, de 1 a 4 (essa seqüência muda de acordo com o número total de alunos). Em seguida, um número é chamado pelo professor ou por um aluno e todos os que tiverem esse número deverão dar uma volta em torno do círculo até chegar ao seu lugar, tentando pegar o colega da frente e evitando ser pego pelo que está atrás. 

DONO DA RUA
Todos os participantes sentam-se formando um grande círculo e são numerados, por exemplo, de 1 a 4 (essa seqüência muda de acordo com o número total de alunos). Em seguida, um número é chamado pelo professor ou por um aluno e todos os que tiverem esse número deverão dar uma volta em torno do círculo até chegar ao seu lugar, tentando pegar o colega da frente e evitando ser pego pelo que está atrás.
 
O GAVIÃO E OS PINTINHOS
Nessa atividade, os alunos devem ser dispostos em fila e segurar um na cintura do outro. Um aluno ficará de fora e será o gavião. O último aluno da fila será o pintinho. O gavião deve tentar pegar o pintinho, e a fila, sem se desmanchar, deve deslocar-se de um lugar a outro para impedir que o gavião alcance o seu objetivo. Após algum tempo, faz-se o rodízio entre os alunos. Quem conseguir pegar o pintinho continua sendo o gavião.

MÃE CORRENTE
Um dos alunos começa a atividade como pegador. A criança que ele tocar deve dar-lhe a mão, formando uma corrente. Em seguida, os dois, de mãos dadas, devem tentar pegar outros companheiros. Quem for apanhado se junta à corrente (ela não pode se romper). Nessa brincadeira, vence quem for pego por último.

FECHAR A PORTA
Todos os alunos se dão as mãos e formam um círculo, exceto um deles, que ficará de fora. Este corre ao redor do círculo e bate nas costas de um companheiro, que fala "porta aberta", abandona seu lugar e sai correndo em sentido contrário ao do colega. O objetivo de ambos deve ser alcançar o lugar vago para "fechar a porta". O aluno que chegar por último continuará correndo e repetirá a brincadeira. 

GRUPOS DOS IGUAIS
Os alunos correm pela quadra e devem formar grupos de acordo com o que o professor falar. Exemplo: mês em que nasceu, dia em que nasceu, primeira letra do nome, bairro onde mora, etc.

NOME COM MOVIMENTO
Os alunos formarão um círculo e, em seguida, cada um deve ir ao centro dele para dizer seu nome em voz alta e ao mesmo tempo fazer um movimento corporal. Depois que o último aluno voltar ao seu lugar, o grupo todo diz o nome de um companheiro e imita o movimento feito.

QUEM SABE MAIS
Depois dessas atividades em que os alunos apresentarão seus nomes à turma, o professor pergunta quem do grupo conhece mais nomes. Aquele que se apresentar deve se dirigir ao meio do círculo, falar o nome das pessoas e apontar para elas. 

FORMAS COM O CORPO
Dividir a turma em grupos com o mesmo número de componentes e pedir que se espalhem pela quadra. Após ouvir uma palavra dita pelo professor, cada grupo deverá compor com seus corpos, sem falar, uma imagem correspondente à palavra dita. O professor deve dar um tempo para a criação das formas antes de dizer uma nova palavra. Sugestões de palavras: casa - coração - avião - cama - carro, etc.

QUEM FALTA?
Os alunos ficarão sentados, dispersos pela quadra. Será escolhido um dos alunos que ficará de olhos fechados. Um segundo aluno será escolhido e sairá da quadra indo para um local que não poderá ser visto. O aluno que está de olhos fechados, poderá abri-los e em duas chances tentará adivinhar quem está faltando, sem sair do seu lugar. O professor será o responsável por escolher os alunos. 

O DIRETOR DA ORQUESTRA
Os alunos estarão formando um círculo, o professor escolherá um aluno que será o adivinho, e pedirá que este aluno saia da quadra. O professor indicará a outro aluno que realize uma série de movimentos, que o resto do grupo irá imita-lo, observando-o de maneira discreta. Ao aluno que se retiro, será pedido que retorne, enquanto o grupo estará fazendo movimentos de maneira uniforme, como este aluno não sabe quem é que está comandando os movimentos, tentará em duas chances, adivinhar quem é o diretor da orquestra. Uma vez que adivinhe, será feita a mudança de quem é o diretor da orquestra e de quem irá adivinhar. 

QUANDO EU FOR A PARIS
Sentados, os alunos formarão um círculo ou uma fileira, o primeiro aluno irá dizer: "QUANDO EU FOR A PARIS VOU LEVAR..." por exemplo ele diz: uma maleta. O segundo aluno irá dizer: "QUANDO EU FOR A PARIS VOU LEVAR: UMA MALETA E UM CHAPÉU". Ou seja, vai dizer o que foi dito antes e mais um novo objeto, e assim sucessivamente, até que um dos alunos se equivoque e esqueça de dizer um dos objetos, aí o jogo se reiniciará. O jogo será encerrado quando todos os alunos falarem o objeto que irão levar na sua viagem. 

PATO, PATO, OCA
Os alunos estarão em circulo, um dos alunos estará andando por fora do circulo, e tocando a cabeça dos alunos que estão no circulo irá lhes dizer: PATO, PATO, PATO, e em um certo momento irá dizer OCA,e sairá correndo em um sentido, este aluno que foi escolhido, sairá correndo no outro sentido, ganhará quem chegar primeiro ao lugar desocupado. Quem ficar de fora, continuará caminhando em volta do circulo, reiniciando a atividade. 

JOÃO PALMADAS
Os alunos estarão em círculo, de frente para o interior do circulo, colocarão uma de suas mãos nas costas com a palma para cima. Andando por fora do circulo estará o JOÃO PALMADA, que em um momento, dará uma palmada na mão de um amigo, neste momento sairão correndo em sentidos opostos até o momento de encontrar-se em um ponto médio, aonde irão dar-se as mãos cumprimentando-se, e voltarão correndo para o lugar desocupado, o primeiro que chegar se salvará e o outro continuará como JOÃO PALMADA. 

O VIGILANTE DO MUSEU
Um dos alunos será o vigilante do museu e estará em um dos lados da quadra, no outro lado estarão os demais alunos, que serão as estátuas travessas. O vigilante estará de costas para eles que neste momento, avançarão em direção ao vigilante. Sem avisar, o vigilante irá virar ficando de frente para as estátuas, que ficarão imóveis. Se alguma estátua se mexer ou não parar, voltará para a linha de inicio. O vigilante ira se virar, ficando novamente de costas, dando inicio ao deslocamento das estátuas. Até que se vire para detê-las. O primeiro aluno que chegar no vigilante passará a ocupar o seu lugar, e começara novamente o jogo. 

COLOCAR-SE NA FILA
Os alunos são divididos em grupos e formam colunas, devendo segurar um na cintura do outro. Separam-se alguns para serem os corredores, que estarão dispersos pela quadra e devem tentar segurar na cintura do último da fila. Os alunos que estão na coluna tratarão de evitar que isso ocorra, serpenteando ou fazendo movimentos em ziguezague. Se o corredor alcançar o seu objetivo, o primeiro da fila assume o seu lugar.

A SALADA
Esse jogo deve ser realizado no final da aula e serve para acalmar a turma. Os alunos sentam-se formando um círculo. O primeiro aluno diz o nome de uma fruta, verdura ou legume, como, por exemplo, banana. O seguinte deve dizer "banana" e adicionar um segundo nome e assim sucessivamente. Nenhum nome pode ser alterado ou esquecido. 

NUNCA TRÊS, SEMPRE DOIS
Divida a turma em duplas, com exceção de cinco ou seis alunos. As duplas começam a caminhar, um aluno atrás do outro, em velocidade moderada, e os que estão sem duplas devem parar na frente de uma dupla, parando o deslocamento desta. Nesse caso, o último aluno de cada dupla deverá sair correndo e encontrar uma outra dupla. Marca-se um tempo e, após o término deste, verifica-se que alunos estão sem par e marca-se um ponto para eles. Ao final, ganha o aluno que tiver menos pontos. 

SENTADOS EM CINCO
Espalhe os alunos pela quadra. Cinco alunos serão escolhidos para pegar os outros e convertê-los em seus ajudantes. Os alunos tentarão escapar de seus perseguidores correndo e, antes de serem pegos, podem se sentar, tocando somente as nádegas no chão, ou seja, com os pés e o tronco elevados, mas somente poderão ficar nesta posição por cinco segundos e logo devem voltar a correr.

As doze princesas...

As 12 princesas


Do folclore

Era uma vez um rei que tinha doze filhas
muito lindas. Dormiam em doze camas, todas no mesmo quarto; e
quando iam para a cama, as portas do quarto eram trancadas a chave
por fora. Pela manhã, porém, os seus sapatos apresentavam as solas
gastas, como se tivessem dançado com eles toda a noite; ninguém
conseguia descobrir como acontecia isso.
Então, o rei anunciou por todo o país que se alguém pudesse
descobrir o segredo, e saber onde as princesas dançavam de noite,
casaria com aquela de quem mais gostasse e seria o seu herdeiro do
trono; mas quem tentasse descobrir isso, e ao fim de três dias e
três noites não o conseguisse, seria morto.
Apresentou-se logo o filho de um rei. Foi muito bem recebido e à
noite levaram-no para o quarto ao lado daquele onde as princesas
dormiam nas suas doze camas.
Ele tinha que ficar sentado para ver onde elas iam dançar; e,
para que nada se passasse sem ele ouvir, deixaram-lhe aberta a
porta do quarto. Mas o rapaz daí a pouco adormeceu; e, quando
acordou de manhã, viu que as princesas tinham dançado de noite,
porque as solas dos seus sapatos estavam cheias de buracos. O
mesmo aconteceu nas duas noites seguintes e por isso o rei ordenou
que lhe cortassem a cabeça. Depois dele vieram vários outros;
nenhum teve melhor sorte, e todos perderam a vida da mesma
maneira.
Ora, um ex-soldado, que tinha sido ferido em combate e já não
mais podia guerrear, chegou ao país. Um dia, ao atravessar uma
floresta, encontrou uma velha, que lhe perguntou aonde ia.
— Quero descobrir onde é que as princesas dançam, e assim,
mais tarde, vir a ser rei.
— Bem, disse a velha, - isso não custa muito. Basta que
tenhas cuidado e não bebas do vinho que uma das princesas te
trouxer à noite. Logo que ela se afastar, deves fingir estar
dormindo profundamente.
E, dando-lhe uma capa, acrescentou:
— Logo que puseres esta capa tornar-te-ás invisível e
poderás seguir as princesas para onde quer que elas forem.
Quando o soldado ouviu estes conselhos, foi ter com o rei, que
ordenou lhe fossem dados ricos trajes; e, quando veio a noite,
conduziram-no até o quarto de fora. Quando ia deitar-se, a mais
velha das princesas trouxe-lhe uma taça de vinho, mas o soldado
entornou-a toda sem ela o perceber. Depois estendeu-se na cama, e
daí a pouco pôs-se a ressonar como se estivesse dormindo. As doze
princesas puseram-se a rir, levantaram-se, abriram as malas, e,
vestindo-se esplendidamente, começaram a saltitar de contentes,
como se já se preparassem para dançar. A mais nova de todas,
porém, subitamente preocupada, disse:
— Não me sinto bem. Tenho certeza de que nos vai suceder
alguma desgraça.
— Tola!, replicou a mais velha. Já não te lembras de
quantos filhos de rei nos têm vindo espiar sem resultado? E,
quanto ao soldado, tive o cuidado de lhe dar a bebida que o fará
dormir.
Quando todas estavam prontas, foram espiar o soldado, que
continuava a ressonar e estava imóvel. Então julgaram-se seguras;
e a mais velha foi até a sua cama e bateu palmas: a cama enfiou-se
logo pelo chão abaixo, abrindo-se ali um alçapão. O soldado viu-as
descer pelo alçapão, uma atrás das outra. Levantou-se, pôs a capa
que a velha lhe tinha dado, e seguiu-as. No meio da escada,
inadvertidamente, pisou a cauda do vestido da princesa mais nova,
que gritou às irmãs:
— Alguém me puxou pelo vestido!
—Que tola!, disse a mais velha. Foi um prego da parede.
Lá foram todas descendo e, quando chegaram ao fim, encontraram-se
num bosque de lindas árvores. As folhas eram todas de prata e
tinham um brilho maravilhoso. O soldado quis levar uma lembrança
dali, e partiu um raminho de uma das árvores.
Foram ter depois a outro bosque, onde as folhas das árvores eram
de ouro; e depois a um terceiro, onde as folhas eram de diamantes.
E o soldado partiu um raminho em cada um dos bosques. Chegaram
finalmente a um grande lago; à margem estavam encostados doze
barcos pequeninos, dentro dos quais doze príncipes muito belos
pareciam à espera das princesas.
Cada uma das princesas entrou em um barco, e o soldado saltou
para onde ia a mais moça. Quando iam atravessando o lago, o
príncipe que remava o barco da princesa mais nova disse:
—Não sei por que é, mas apesar de estar remando com quanta
força tenho, parece-me que vamos mais devagar do que de costume. O
barco parece estar hoje muito pesado.
—Deve ser do calor do tempo, disse a jovem princesa.
Do outro lado do lago ficava um grande castelo, de onde vinha um
som de clarins e trompas. Desembarcaram todos e entraram no
castelo, e cada príncipe dançou com a sua princesa; o soldado
invisível dançou entre eles, também; e quando punham uma taça de
vinho junto a qualquer das princesas, o soldado bebia-a toda, de
modo que a princesa, quando a levava à boca, achava-a vazia. A
mais moça assustava-se muito, porém a mais velha fazia-a calar.
Dançaram até as três horas da madrugada, e então já os seus
sapatos estavam gastos e tiveram que parar. Os príncipes
levaram-nas outra vez para o outro lado do lago - mas desta vez o
soldado veio no barco da princesa mais velha - e na margem oposta
despediram-se, prometendo voltar na noite seguinte.
Quando chegaram ao pé da escada, o soldado adiantou-se às
princesas e subiu primeiro, indo logo deitar-se.As princesas,
subindo devagar, porque estavam muito cansadas, ouviam-no sempre
ressonando, e disseram:
—Está tudo bem.
Depois despiram-se, guardaram outra vez os seus ricos trajes,
tiraram os sapatos e deitaram-se. De manhã o soldado não disse
nada do que tinha visto, mas desejando tornar a ver a estranha
aventura, foi ainda com as princesas nas duas noites seguintes. Na
terceira noite, porém, o soldado levou consigo uma das taças de
ouro como prova de onde tinha estado.
Chegada a ocasião de revelar o segredo, foi levado à presença do
rei com os três ramos e a taça de ouro. As doze princesas
puseram-se a escutar atrás da porta para ouvir o que ele diria.
Quando o rei lhe perguntou:
—Onde é que as minhas doze filhas gastam seus sapatos de
noite?
Ele respondeu:
—Dançando com doze príncipes num castelo debaixo da terra.
Depois contou ao rei tudo o que tinha sucedido, e mostrou-lhe os
três ramos e a taça de ouro que trouxera consigo.
O rei chamou as princesas e perguntou-lhes se era verdade o que o
soldado tinha dito. Vendo que seu segredo havia sido descoberto,
elas confessaram tudo.
O rei perguntou ao soldado com qual delas ele gostaria de casar.
—Já não sou muito novo, respondeu, - por isso quero a mais
velha.
Casaram-se nesse mesmo dia e o soldado tornou-se herdeiro do
trono.
Quanto às outras princesas e seus bailes no castelo encantado...
Pelos buracos nas solas dos sapatos, elas continuam dançando até
hoje...

Fotografia no ar...


Adoro contos de fadas...

Os Contos de Fadas






Princesas, fadas, bruxas, dragões, anões, ogros, gigantes, e muitos outros personagens encantados vivendo em um tempo compreendido entre o “Era uma vez...” e o “... viveram felizes para sempre.”, em um tempo mágico, que encanta, fascina e nos transporta para um mundo diferente: o mundo da imaginação.

Que tempo é este? Qual é o tempo de “Era uma vez”?
Na verdade, este é um tempo sem tempo, um espaço sem espaço, que só faz sentido na dimensão do imaginário.





Quando ouvimos um conto de fadas, sejamos nós adultos ou crianças, temos uma experiência única, particular, que se constrói em nossa imaginação, no momento da narração, e nos transporta magicamente para “lá”, para o tempo do “Era uma vez...”.

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“Lá”, onde tudo é possível, onde vovós saem vivas da barriga do lobo, abóboras viram carruagens e princesas adormecidas por cem anos acordam com o beijo de um príncipe.







Assim são os contos de fadas. Suas histórias instigantes são impossíveis de serem explicadas pelos padrões da razão, da nossa lógica.

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E justamente pelos “absurdos” que relatam, provocam nossa mente, que estimulada, se esforça na tentativa de compreender, de explicar cada conto. Este esforço funciona como uma chave, que num “click”, abre para nós o mundo da imaginação que todos trazemos adormecidos, num cantinho do cérebro, bem guardadinho, só esperando para ser acordado.




Neste período da vida da criança, as primeiras características do pensar se ampliam, mostrando pensamentos nem sempre fiéis à realidade exterior, é o grande “boom” da fantasia infantil. Os contos de fadas, no primeiro setênio, são verdadeiros alimentos para a alma.
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Existem profissionais de educação que afirmam que as personagens boas e más sempre bem distintas, os obstáculos que elas enfrentam e os desfechos que não trazem finais felizes para todos, contribuem para a formação da personalidade, para o equilíbrio, para o bem-estar, para a sabedoria e até para a felicidade da criança.

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Pois, para estes profissionais, todos os problemas e ansiedades infantis, como a necessidade de amor, o medo do desamparo, da rejeição e da morte, são colocados nos contos de fadas em lugares fora do tempo e do espaço, mas muito reais para as crianças.







A criança identifica-se com os personagens.
Ora mais com um, e mais tarde mais com outro, de acordo com o momento da vida pelo qual ela está passando. Como também pode associar determinado personagem a outras pessoas importantes de sua vida.
Muitas vezes, ela pede a repetição do conto, quando então, revive sentimentos que vão sendo trabalhados a cada repetição, ampliando os significados aprendidos ou substituindo-os por outros mais eficientes, conforme as necessidades do momento.
Cada criança absorve suas próprias lições dos contos de fadas.
Sendo assim, não cabe aos pais introduzirem os contos de fadas na vida das crianças com um objetivo didático, nem tentar lhes passar as lições que o conto traz, pois estas são individuais.
Cabe aos pais escolher uma boa história e contá-la sem pressa, se entregando de alma e coração ao conto. O próprio conto depois se encarrega do resto.
As crianças que embarcam na grande aventura e fantasia de ir para “lá”, para o tempo do “Era uma vez...” e do “... viveram felizes para sempre.”, crescem mais otimistas, sensíveis e confiantes.
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Afinal, acreditar que se pode viver feliz para sempre, torna a vida real cheia de finais felizes. .


Seja você também Feliz para Sempre!


Leia e conte Contos de Fadas!








Alguns Contos Tradicionais:


Contos dos irmãos Grimm:

Branca de Neve;
Cinderela;
João e Maria;
Rapunzel;
A Protegida de Maria;
O Ganso de Ouro;
O Alfaiate Valente;
O Lobo e as Sete Cabras;
Os Sete Corvos;
As Aventuras do Irmão Folgazão;
Os Músicos de Bremen.

Contos de Hans Christian Andersen:
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O Abeto,
O Patinho Feio,
A Caixinha de Surpresas,
Os Sapatinhos Vermelhos,
O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio,
O Soldadinho de Chumbo,
A Pequena Sereia,
A Roupa Nova do Rei
A Princesa e a Ervilha.