segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os contos de fadas...

*Contos de Fadas**


Mudam-se os costumes, mudam as tecnologias, mudam as pessoas, as épocas, os espaços… e eu me pergunto: que fascinante poder faz com que o interesse por essas histórias – tão antigas quanto o tempo – permaneça?
Cecília Meireles dizia que “os livros que têm resistido ao tempo são os que possuem uma verdade capaz de satisfazer a inquietação humana, por mais que os séculos passem”.
Os contos de fadas, as fábulas, as lendas fazem parte daquele tipo de narrativa que se fundamenta em “lições de vida” dadas pela sabedoria ancestral – a sabedoria do senso comum: dos povos.

Ao contar ou ouvir essas histórias estamos vivenciando uma experiência única. Inconscientemente e de forma prazerosa entramos em contato com a sabedoria humana – com a memória do mundo – transmitida despretensiosamente através dos tempos, de geração em geração.
A doutora em Letras Nelly Novaes Coelho, em um artigo para a Revista Criança¹ diz “o que nos explica o continuado sucesso dos contos de fadas e dos clássicos infantis em geral é o fato de que sua matéria-prima é extraída de verdades humanas e, portanto, não envelhece”.
Cinderela
Cinderela
Ainda que modifiquemos o mundo em que vivemos, a natureza humana não muda: convivemos desde sempre com forças internas conflitantes, em que se misturam ódio, amor, inveja, desejo, culpa etc.
Ao lermos clássicos como Branca de Neve ou Cinderela, podemos nos identificar com as mocinhas e torcer por um final feliz – mas certamente, em algum momento de nossas vidas, nos deparamos com sentimentos típicos da madrasta malvada e invejosa. E, como desde crianças aprendemos que o mal nunca é bem recompensado no final, tendemos a lutar contra os maus sentimentos, ou, no mínimo, aprendemos a lidar com eles: amadurecemos.
Branca de Neve
Sem falar da sensação de segurança e carinho que sentimos quando ouvimos as histórias da boca de pessoas queridas, como nossos avós, pais, professores, irmãos – ou quando nós nos dispomos a contá-las às nossas crianças.

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