terça-feira, 5 de abril de 2011

A caneta teimosa

Mariazinha foi à aula,
Toda feliz e contente.
Levava a caneta novinha,
Que a avó lhe deu de presente.
A vovozinha amorosa
Recomendou-lhe prudência:
- Cuidado, minha netinha,
Sempre que for escrever,
Faça lição com paciência.
Mas como era distraída,
Mariazinha se perdeu,
Do que a vovó lhe dissera.
Foi fazer os seus deveres
E o bom conselho esqueceu.
Rapidamente escrevendo,
A caneta que corria,
Nas suas mãos inseguras,
O traços ficando tortos
E sua letra mal se lia.
Quando sua professora viu,
Aquela feia lição
Mandou-a fazer outra vez
Pois com letra como aquela,
Tudo era confusão.
Assustada, de repente,
A menina compreendeu
Que a vovó tinha razão:
se não tivesse cautela
Perderia o que escreveu.
Percebeu que com jeito e cuidado,
Bom mesmo era fazer devagar,
Usando bem a caneta
Que não era mais teimosa,
E que estava ali para ajudá-la a estudar . . .
                                                         Enise

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